Mudanças Climáticas

A preocupação com os efeitos das mudanças climáticas na vida do Planeta tem ganhado cada vez mais espaço nos estudos acadêmicos, nas políticas governamentais, nas ações do setor privado e organizações não - governamentais, enfim da sociedade como um todo. O maior interesse pelas conseqüências pelas alterações no clima aumentou com a intensificação dos fenômenos naturais como ondas de calor, furacões, enchentes e aumento do nível do mar.

Também as pesquisas científicas colaboram para que o tema passasse a ter maior evidência na qual apontam que o crescimento da concentração na atmosfera de gases de efeito estufa (GEE), resultantes principalmente da queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo e gás natural) e da derrubada de florestas tropicais, a temperatura do planeta subiu quase 1 grau centígrado nos últimos 100 anos, sendo que em algumas regiões chegaram a aquecer até 2 graus.

Além disso, a publicação do quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações do Clima (IPCC), em 2007, enfatizou a responsabilidade do ser humano no processo de mudanças climáticas e apontou 95% de certeza científica da influência antropogênica no aquecimento do planeta.

Segundo este mesmo documento do IPCC, caso se confirme aumento de temperatura entre 1,8ºC e 4º, as alterações climáticas provocarão grandes mudanças no cenário global. Dentre os efeitos prováveis das mudanças do clima na vida na Terra estão à ocorrência de inundações em algumas regiões provocadas pelo aumento de chuvas, o crescimento da extensão das áreas afetadas por secas, o risco de extinção de aproximadamente 20% a 30% das espécies vegetais e animais será maior. Assim como o aumento de mortes, doenças e ferimentos por causa das ondas de calor, inundações, incêndios e secas, da mesma forma, estima-se a elevação de incidência de doenças tropicais como malária, cólera e tuberculose.

As pesquisas científicas indicam que os efeitos das mudanças climáticas serão mais sentidas nos países em desenvolvimento por serem fortemente dependentes de atividades econômicas ligadas à natureza. No caso do Brasil, as regiões mais sensíveis às alterações do clima são o Nordeste e a Amazônia.

Especificamente com relação à Amazônia, as situações extremas do clima poderiam provocar a ocorrência de fortes secas ocasionando a diminuição dos níveis do rio da bacia hidrográfica que contém 70% da disponibilidade mundial da água doce. Por conseguinte, níveis mais baixos dos rios teriam grandes efeitos na produção de alimentos, na oferta de peixes e nos transportes, afetando a qualidade de vida, principalmente, da população local. Por outro lado, a menor quantidade de chuvas ocasionaria maior incidência de queimadas, contribuindo para aumento da perda da biodiversidade da região.

Para evitar a concretização destes prognósticos ou a minimização dos seus impactos, é de fundamental importância a mobilização e adoção de medidas mitigadoras por todos os segmentos da sociedade, destacando-se o necessário envolvimento das empresas por serem locus das alterações dos padrões de produção que são essenciais para promoção do desenvolvimento sustentável.