Agricultura Familiar

O Banco da Amazônia é o principal agente de fomento da região, responsável por uma parcela significativa de ações voltadas à geração de emprego e renda, fixação do homem no campo, inclusão social e ambiental, proporcionando aos agricultores uma cesta de produtos diversificados, principalmente através do Programa Nacional para o Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF.
 
O Banco atua como indutor do desenvolvimento regional, gerando oportunidades de negócios sustentáveis para a Amazônia, somando esforços no âmbito da Agricultura Familiar, elegendo prioridades nas políticas de Crédito Rural do Governo Federal junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, promovendo a interlocução com os diversos atores (órgãos Oficiais de Assistência Técnica e Extensão Rural, Ministérios e Sociedade Civil Organizada), como forma de criar estratégias capazes de melhorar a realidade dos produtores.
 

O que é Agricultura Familiar?

A Agricultura Familiar consiste em uma forma de organização social, cultural, econômica e ambiental, na qual são trabalhadas atividades agopecuárias e não agropecuárias de base familiar, desenvolvidas em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas, gerenciadas por uma familia com predominância de mão de obra familiar e que apresenta papel relevante para o desenvolvimento do País.

 

Qual a sua importância?

- A Agricultura Familiar apresenta importante função para garantir a segurança alimentar;

- Preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais;

- No cenário nacional, respnde por 38% do valor bruto da produção agropecuária;

- É responsável por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros;

- Considerando o número de estabelecimentos rurais, a Agricultura Familiar consegue empregar três vezes mais do que a Agricultura não Familiar.

 

A que se destina a Agricultura Familiar

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) destina-se ao apoio financeiro das atividades agropecuárias e não-agropecuárias exploradas mediante emprego direto da força de trabalho do produtor rural e de sua família.

O Banco da Amazônia tem como prioridade a concessão de financiamentos às atividades produtivas de menor porte, sobretudo para o segmento da agricultura de base familiar. Com uma política de atuação voltada para o pequeno produtor, é valorizado o associativismo de produção e intensificado o seu apoio às populações tradicionais da Região como ribeirinhos, extrativistas, quilombolas, pescadores artesanais e indígenas, entre outros povos da floresta, atendendo também agricultores sem terra, nos programas oficiais de assentamento, colonização e reforma agrária para isso vem contribuindo com a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER) destinando recursos de seu próprio orçamento aos órgãos oficiais prestadores de serviços de assistência técnica e extensão rural nos Estados da Região Norte. É uma parceria pioneira com o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) para melhorar os serviços prestados aos mini e pequenos produtores rurais da Região.

Ações: Iniciativa inédita na Região foi o financiamento à 80 famílias indígenas no Amazonas garantindo subsistência, segurança alimentar e geração de renda para 6 mil habitantes indígenas distribuídas em 36 comunidades.

Como forma de ampliar o alcance do crédito e sua qualidade, o Banco também desenvolveu estratégia interinstitucional de capacitação em elaboração de projetos para técnicos das empresas estatais e privadas de Assistência Técnica e Extensão Rural.

Ações: Em 2013 foram realizados 584 treinamentos voltados para as áreas consideradas prioritárias pelos empreendedores e que mereceram maiores investimentos, tais como "qualidade e produtividade" e "vendas e marketing", distribuídos conforme o número de agricultores familiares e do IDH.

Dados financeiros: Em 2013, considerando-se recursos do FNO e do OGU, foram contratadas 37.290 operações, envolvendo recursos de R$ 653,6 milhões, beneficiando aproximadamente 20 mil famílias e propiciando a geração de mais de 150 mil novas oportunidades de trabalho no campo.

Somente com recursos do FNO para o setor rural, quase 84,2% das operações atenderam ao segmento da agricultura de base familiar.