05/07/2017 - Banco da Amazônia promoverá exposição Látex em comemoração aos seus 75 anos de aniversário

No próximo dia 6 de julho, o Banco da Amazônia abrirá em seu espaço cultural a Exposição Látex, uma das atividades comemorativas do aniversário do Banco da Amazônia, que completa 75 anos no dia 9 de julho. A nova mostra ocorrerá no Espaço Cultural da Instituição, em Belém. Na ocasião, haverá também o lançamento do Memorial do Banco da Amazônia, que vai reunir documentos, objetos e fotos que retratam a história da Instituição, desde sua origem.

A mostra, cuja curadora é Heldilene Reale, terá a participação dos artistas plásticos paraenses Emanuel Franco, Geraldo Teixeira, Jorge Eiró, Marinaldo Santos, Nio Dias e Ruma de Albuquerque. Eles usaram em suas obras como referencial os componentes históricos característicos dos ciclos da economia da borracha no País, mais especificamente seus desdobramentos, transformações e impactos sociais e culturais na região amazônica, com a extração do látex das seringueiras e a obtenção da borracha como produto derivado dessa matéria prima. Eles criaram, com base nos resultados dessas épocas, obras bi e tridimensionais com resoluções que se apropriam de componentes derivados da matéria prima látex e demais fatos da história desses ciclos.

Os conteúdos das obras de Emanuel Franco sinalizam o aproveitamento da borracha na fabricação de pneus, quando a partir de 1897 surgem os primeiros automóveis e a indústria automobilística potencializa o uso desse produto em grande escala e sua expansão a outros tipos de veículos. Uma das obras tem o título de “Macacada bike” e é constituída de 50 objetos, em formas de macacos, confeccionados com câmeras de pneus de bicicleta que serão agrupados na proposta de instalação visual. A outra obra, de título “Flor látex” é composta de refugos de pneus e réplicas de animais produzidos com a seiva da seringueira.

Geraldo Teixeira participará da mostra com quatro obras bidimensionais, e uma tridimensional, inspiradas nos desenhos florais presentes nas edificações construídas no período áureo de comercialização da borracha na Amazônia, onde Belém foi considerada uma das cidades brasileiras mais desenvolvidas e mais prósperas do Brasil, vivendo o esplendor de sua economia nesse período o que lhe permitiu a consolidação de um modelo de sociedade moderna e luxuosa jamais visto. As riquezas advindas da extração do látex, realizadas nas seringueiras da floresta amazônica, possibilitaram no cenário belenense intensas transformações percebidas nas artes, na cultura e na urbanização da cidade. A influência européia logo se fez notar na arquitetura das construções e novos costumes foram se instalando em consonância aos valores culturais solicitados pela Belle Époque amazônica.

Inspirado no texto do sociólogo Fábio Castro “A Cidade Sebastiana”, o artista Jorge Eiró apresentará uma instalação visual que faz alusão às ruínas desta cidade Sebastiana e sua memória do látex. Marinaldo Santos apresentará objetos construídos a partir do aproveitamento de produtos derivados do látex, com inclusão em suas obras de elementos do cotidiano que remetem aos usuais da época e de  simbologias características da historia da economia da borracha na Amazônia. As obras do artista terão suportes diferenciados, entre eles, a própria borracha, madeira e utensílios variados.

Nio Dias participará da mostra com uma instalação visual de título “Sangria” propondo uma reflexão sobre uma época de esplendor e prosperidade em contraponto às condições de trabalho forçado em que viviam os seringueiros, sujeitos aos perigos da floresta. A extração do látex na Amazônia gerou riquezas às custas de vidas mantidas em regimes de escravidão por dividas contraídas junto aos coronéis da seringa, sobrevivendo em condições precárias.O título da obra Sangria vem do procedimento de extração do látex mediante incisões superficiais  no caule da planta.

As pinturas e objetos de Ruma de Albuquerque foram inspirados nas volutas do pano de boca do Teatro da Paz, monumento arquitetônico de Belém, construído em 1878 no primeiro ciclo da economia da borracha na Amazônia e um dos mais valiosos patrimônios da arquitetura de nossa cidade erguido naquela época. As volutas, além da releitura das presente nos panos de boca, representam,também, as ondas dos cursos d’água dos rios amazônicos.

Serviço:

Abertura da Exposição Látex e inauguração do Memorial Banco da Amazônia

Data: 6 de julho

Horário: 18h30

Local: Espaço cultural do Banco da Amazônia, Av. Presidente Vargas, 800.

Entrevistado: Presidente Marivaldo Melo

Informações: 4008-3491 e 98822-4580 – Alcilene Costa

Período de visitação: 6/7/2017 à 25/8/2017

De segunda a sexta  de 9h às 17h

Curadora: Heldilene Reale (e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )