06/07/2017 - Banco da Amazônia completa 75 anos e lança Circuito Cultural em toda a região

No próximo dia 9 de julho, o Banco da Amazônia completará 75 anos de fundação. Para marcar a sua atuação creditícia na Região Amazônica ao longo de sua história, a Instituição realizará diversas ações que incluem diálogos sobre a Amazônia, abertura da exposição Látex, inauguração do Memorial Banco da Amazônia, o lançamento do Circuito Cultural com o show da cantora Lia Sophia, e ainda, apresentação musical dos sambistas Arthur Espíndola e Dudu Nobre.

 

De acordo com o presidente do Banco, Marivaldo Melo, as comemorações ocorrem em um momento muito importante em a Instituição reviu o seu planejamento estratégico. E promoverá  mudanças no processo de crédito e  análises de projetos, reestruturação da Direção Geral e na rede de agências, com objetivo de tornar o atendimento ao cliente mais ágil e eficiente e atender às demandas do mercado", informou.

As comemorações de aniversário de 75 anos do Banco, nesta semana, iniciam amanhã, dia 4, com a Mesa-Redonda “Ciência e Desenvolvimento: dimensões necessárias para o conhecimento e o fortalecimento da Amazônia”, que contará com a participação de três renomados pesquisadores amazônicos, os professores doutores Alfredo Homma, Fabrício Khoury Rebello e Marcos Antônio Souza dos Santos, o evento ocorrerá o lançamento das 21ª e 22ª edições da Revista Amazônia: Ciência & Desenvolvimento (ISSN 1809-4058), à qual integram o Conselho Editorial dos pesquisadores supramencionados. Ciência e Desenvolvimento são duas dimensões indissociáveis, diretas e mutuamente correlacionadas e que, no caso particular da Amazônia para a construção de um processo de desenvolvimento sustentável. Daí a iniciativa desse evento, que pretende somar essas duas dimensões.

O surgimento da revista teve como origem o reconhecimento de que o Banco da Amazônia deveria assumir uma posição de vanguarda no debate acerca das questões regionais e, fundamentalmente, de que o sucesso de qualquer estratégia de desenvolvimento sustentável requereria – como ainda requer – o alinhamento do aproveitamento das riquezas naturais com a complexidade sistêmica dos fenômenos socioeconômicos e ambientais da Região.

Programações culturais

A Gerência de Imagem e Comunicação do Banco também planejou uma intensa programação cultural, em Belém do Pará, cidade sede da Instituição que se inicia na quarta-feira (5), com o Show do artista Arthur Espíndola e Dudu Nobre, no Theatro da Paz. No dia 6, o show ocorrerá novamente no mesmo local.

Intitulado “O Samba do Brasil de Norte a Sul”, a apresentação terá um formato mais intimista, com os dois artistas interagindo no palco durante toda a apresentação. Além deles, mais quatro músicos farão parte do evento.

“Esse é um show diferente do que geralmente apresentamos nos nossos solos. Desde o formato até o repertório faremos um passeio por sambas consagrados, que representam os diversos estados brasileiros – como o nome do show já sugere”, explica Arthur. A apresentação também contará histórias sobre algumas das canções, na qual os artistas também mostram o seu lado instrumentista. Para o artista, participar das comemorações dos 75 anos do Banco da Amazônia, é importante por apoiar a cultura, a sustentabilidade e pelas realizações de vários projetos.

No dia 6, ocorrerá também a abertura da exposição de artes visuais, denominada "Látex" em seu espaço cultural. Outro grande evento cultural que o banco oferecerá à comunidade paraense e amazônida, por ocasião das ações de marketing alusivas ao aniversário do Banco do Amazônia, que completa 75 anos no dia 9 de julho. A nova mostra ocorrerá no Espaço Cultural da Instituição, em Belém.

A mostra terá a participação dos artistas plásticos paraenses Emanuel Franco, Geraldo Teixeira, Jorge Eiró, Marinaldo Santos, Nio Dias e Ruma de Albuquerque. Eles usaram em suas obras como referencial os componentes históricos característicos dos ciclos da economia da borracha no País, mais especificamente seus desdobramentos, transformações e impactos sociais e culturais na região amazônica, com a extração do látex das seringueiras e a obtenção da borracha como produto derivado dessa matéria prima. Eles criaram, com base nos resultados dessas épocas, obras bi e tridimensionais com resoluções que se apropriam de componentes derivados da matéria prima látex e demais fatos da história desses ciclos.

Os conteúdos das obras de Emanuel Franco sinalizam o aproveitamento da borracha na fabricação de pneus, quando a partir de 1897 surgem os primeiros automóveis e a indústria automobilística potencializa o uso desse produto em grande escala e sua expansão a outros tipos de veículos. Uma das obras tem o título de “Macacada bike” e é constituída de 50 objetos, em formas de macacos, confeccionados com câmeras de pneus de bicicleta que serão agrupados na proposta de instalação visual. A outra obra, de título “Flor látex” é composta de refugos de pneus e réplicas de animais produzidos com a seiva da seringueira.

Geraldo Teixeira participará da mostra com quatro obras bidimensionais, e uma tridimensional, inspiradas nos desenhos florais presentes nas edificações construídas no período áureo de comercialização da borracha na Amazônia, onde Belém foi considerada uma das cidades brasileiras mais desenvolvidas e mais prósperas do Brasil, vivendo o esplendor de sua economia nesse período o que lhe permitiu a consolidação de um modelo de sociedade moderna e luxuoso jamais visto. As riquezas advindas da extração do látex, realizadas nas seringueiras da floresta amazônica, possibilitaram no cenário belenense intensas transformações percebidas nas artes, na cultura e na urbanização da cidade. A influência européia logo se fez notar na arquitetura das construções e novos costumes foram se instalando em consonância aos valores culturais solicitados pela Belle Époque amazônica.

Inspirado no texto do sociólogo Fábio Castro “A Cidade Sebastiana”, o artista Jorge Eiró apresentará uma instalação visual que faz alusão às ruínas desta cidade Sebastiana e sua memória do látex.

Marinaldo Santos apresentará objetos construídos a partir do aproveitamento de produtos derivados do látex,com inclusão em suas obras de elementos do cotidiano que remetem aos usuais da época e de  simbologias características da historia da economia da borracha na Amazônia.As obras do artista terão suportes diferenciados, entre eles, a própria borracha, madeira e utensílios variados.

Nio Dias participará da mostra com uma instalação visual de título “Sangria” propondo uma reflexão sobre uma época de esplendor e prosperidade em contraponto às condições de trabalho forçado em que viviam os seringueiros, sujeitos aos perigos da floresta. A extração do látex na Amazônia gerou riquezas à custa de vidas mantidas em regimes de escravidão por dívidas contraídas junto aos coronéis da seringa, sobrevivendo em condições precárias. O título da obra Sangria vem do procedimento de extração do látex mediante incisões superficiais  no caule da planta.

As pinturas e objetos de Ruma de Albuquerque foram inspirados nas volutas do pano de boca do Teatro da Paz, monumento arquitetônico de Belém, construído em 1878 no primeiro ciclo da economia da borracha na Amazônia e um dos mais valiosos patrimônios da arquitetura de nossa cidade erguido naquela época. As volutas, além da releitura das presente nos panos de boca, representam,também, as ondas dos cursos d’água dos rios amazônicos.

No dia 6, seguindo as ações culturais, acontecerá no Teatro Maria Sylvia Nunes, o lançamento oficial do primeiro Circuito Cultural do Banco da Amazônia, com o show da cantora paraense Lia Sophia com misturas e raízes latinas e caribenhas, que vai cantar sucessos como "Ai menina", “Salto Mortal” e “Sempre Te Esperei” Seus projetos de imersão na música latino-amazônica e apresenta ao público a batida sensual da bachata, ritmo criado na República Dominicana nos anos 1960, que mistura o bolero a outros gêneros musicais do continente, como o cha cha cha e tango.

O Circuito Cultural representa a antiga Quinta Cultural, porém com nova roupagem. O gerente de Imagem e Comunicação do Banco, Luiz Lourenço Neto, explica que o circuito vai ocorrer em todas as capitais onde a Instituição atua. “O Circuito Cultural tem o objetivo de valorizar, promover e divulgar a cultura regional além dos aspectos sociais, institucionais e econômicos”, comentou.

"O Banco da Amazônia possui a missão de desenvolver de modo sustentável a Região Amazônica e isso inclui o fomento à cultura que tradicionalmente o Banco já fazia com a Quinta Cultural que foi realizada desde agosto de 2000 e tinha ainda um trabalho social, ao arrecadar alimentos não perecíveis como ingressos que posteriormente são doados a instituições de caridade. Ao longo de toda a realização da Quinta Cultural foram arrecadados aproximadamente 172 mil quilos de alimentos, 437 Instituições foram beneficiadas atendendo aproximadamente 45 mil pessoas e mais de 400 artistas já se apresentaram no projeto", revelou.

Nos últimos 5 anos já investimentos mais de R$ 7 milhões em patrocínios culturais, projetos que valorizam a cultura da Amazônia e contribuem para divulgar e lançar artistas no cenário regional e nacional. É um orgulho para a nossa empresa investir na cultura paraense e dos demais estados da região amazônica, é nossa missão desenvolver uma Amazônia sustentável e difundir nossa cultura para o mundo, comenta Luiz Lourenço, Gerente de Imagem e Comunicação.

As comemorações se encerrarão com um ato inter-religioso, no dia 7 de julho, na sede da Instituição, que contará com a presença de representantes das crenças com maior representatividade entre os colaboradores do Banco.

Atuação de 75 anos na Amazônia

O Banco da Amazônia nasceu com o propósito de garantir o suprimento de borracha para os países aliados durante a 2ª Grande Guerra e sua criação foi vital para a participação do Brasil na luta pela manutenção da democracia no planeta. Era um momento conturbado e esta obra conta o esforço de guerra iniciado com a criação do Banco de Crédito da Borracha e a convocação de cerca de cinquenta e cinco mil voluntários, a maioria deles vinda do Nordeste, fugindo de um longo período de seca, para atuar na extração do látex de nossas florestas nativas. A partir do final da Guerra, um novo desafio surge para o Banco: apoiar o desenvolvimento econômico da Região Norte do Brasil, para reduzir as desigualdades em relação ao Sul e Sudeste do país. Surge então o Banco de Crédito da Amazônia (BCA), criado no Governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, em 1950.

Nos últimos cinco anos, foram investidos cerca de R$ 23 bilhões com recursos de fomento, em aproximadamente 20 mil operações, gerando negócios que vem contribuindo para a redução das desigualdades regionais, criando mais oportunidades de emprego, renda, e, o que é mais importante, melhoria da qualidade de vida para toda a região amazônica.

Estima-se que os impactos sociais realizados com financiamentos do FNO, concedidos nos últimos cinco anos, já incrementaram em R$ 168,4 bilhões o valor bruto da produção regional (VBP), aumentaram em cerca de R$ 87,4 bilhões o PIB regional, criaram mais de 2 milhões de novos postos de trabalho no campo e nas cidades, gerando um volume de salários de aproximadamente R$ 17,8 bilhões e crescendo a arrecadação de tributos na ordem de R$ 25,4 bilhões.