01/11/2017 - Banco da Amazônia valoriza graffiti em nova exposição

O Banco da Amazônia vai abrir no próximo dia 14, a exposição “Amazônia Style”, uma das contempladas pelo Edital de Artes Visuais 2017, que valoriza a arte urbana por meio do graffiti. O projeto é realizado pelo grafiteiro Jin Barreto e será exposta no Espaço Cultural da Instituição.

A proposta é dar visibilidade à Amazônia e valorizar a arte urbana. Este projeto é a maneira de produzir cultura, utilizando materiais recicláveis e sustentáveis como: latas de spray secas e paletes.  A arte urbana contribui para ampliação do campo da pintura mural na atualidade resultando em delicado jogo de recortes e sobreposições entre linha e cor, composição fundamentada na tradição gráfica dos antepassados.

“A exposição Amazônia Style será composta por instalações, intervenções com graffiti, canvas e fotos em Fine Art, produzida por impulso artístico e estético sem a preocupação de ser documental ou comercial”, informou o artista.  A mostra trará um olhar diferente do grafiteiro com o simbolismo amazônico que transcende a sua arte.

Para o gerente de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia, Ewerton Alencar, essa mostra aproxima o conceito da arte urbana por meio do Graffiti, oportunizando a reflexão sobre as desigualdades sociais. “Os desenhos nos muros e paredes proporcionam conhecer os problemas existentes na sociedade. E a exposição de Jin Barreto vai trazer para dentro do nosso Espaço Cultural um pouco dessa arte de rua”, salientou.

Jin Barreto utiliza fundamentos para propor ocupações temporais na área urbana, com cores e linhas que subverte a escrita e abstrai sua mensagem através de um estilo próprio voltado para a cultura regional do estado do Pará. Os graffitis podem ser encontrados em diversos muros e suportes na cidade, assinados como Botwo.

Intervenção urbana

Um dos projetos realizados pelo artista foi realizar a intervenção urbana utilizando um caminhão de gelo, com o intuito de chamar a atenção sociedade contra o preconceito a esse tipo de arte, que ainda existe. “O caminhoneiro está em constante movimento e com isso as pessoas apreciam a arte e pode despertar o potencial e influenciar os jovens a sair do mundo das drogas e da violência usando a arte que estão dentro deles mesmo”, diz Jin Barreto.

O ARTISTA

Jin Barreto, 32 anos, paraense, é um dos artistas reconhecidos na Cidade de Belém e no Norte do Brasil. Iniciou seu contato com desenho aos 8 anos, com incentivo do irmão Esmael Raymon. Em 2000, participou da oficina Arte Urbana - cores de Belém, desenvolvida por Anderson Galvão e Moisés Mpris. Ele integra a primeira geração de Graffiti da Região, vem colorindo a cidade e valorizando a cultura regional desde 2000. Durante sua jornada, fez presente em  diversos eventos nacionais de arte urbana como: projetos cores de Belém -2001 / Celpa em graffiti -2004/ Reduto Walls – 2014/ black and white - Manaus - AM - 2014 / ACK  Arte e Cultura na Kebrada - São Paulo - SP 2014/ Cowparede Brasil - edição Belém -2016 e o mais recente UNC União Nacional Crew - Manaus - AM 2017.

Aprofundou os estudos da arte urbana e se identificou com o estilo selvagem (wild style). “Assim como na pré-história nós falávamos nas paredes sobre caças, os riscos, os tempos, as ameaças. Aqui também se fala sobre desejos, medos, deixando nas paredes da cidade, da sociedade, aquilo que vem do mais intimo das suas vidas”, diz Jin.