23/11/2017 - Programa de Microcrédito chega aos 10 anos e investe mais de R$ 396 milhões no Pará

Muitas pessoas encontram no empreendedorismo uma alternativa de fonte de renda e ocupação. Ruth Santos, moradora do município de Abaetetuba, foi uma delas. Ela se profissionalizou no ramo de beleza como cabeleireira e profissional de estética. Mas para iniciar seu próprio negócio, precisou de renda para abrir seu salão.

Então, ela conheceu o programa Amazônia Florescer do Banco da Amazônia em 2011 e, após ser contemplada pelo empréstimo, Ruth terminou de construir sua casa e conseguiu comprar seu primeiro lavatório. O planejamento do salão passou a ser realidade. Ela conseguiu expandir seu projeto e contratou duas ajudantes. Hoje em dia, a cabeleireira se mantém do lucro do salão. “O financiamento fez minha atividade crescer e melhorei o espaço para atrair clientes e satisfazer minha clientela”, contou. Ela revelou também que as embalagens dos produtos comprados utilizados nas suas atividades diárias são doadas para reciclagem, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.

O Programa de Microcrédito do Banco da Amazônia completa este ano uma década de atuação na Região Norte, beneficiando pequenos e microempreendedores, principalmente os informais. A iniciativa já liberou para a região mais de R$ 470 milhões durante este período. Só para o Pará foram mais de R$ 396 milhões.

Para marcar a data, o Banco promoverá um evento no dia 1º de dezembro, no auditório Rio Amazonas, quando serão homenageados clientes casos de sucesso do programa. Hoje, este tipo de financiamento é oferecido pela Instituição, por meio de uma rede de 15 unidades de microfinanças, que fazem parte da Associação de Apoio à Economia Popular da Amazônia – AMAZONCRED.

De acordo com o gerente de Pessoa Física do Banco da Amazônia, Misael Moreno, o Amazônia Florescer promove a inclusão social, dos que não têm possibilidade de serem atendidos pelo sistema tradicional de crédito. Antes de receber o financiamento, o empreendedor passa por uma série de orientações para saber fazer seu planejamento financeiro, recebe capacitação e aprende boas práticas.

“Para integrar o programa, a pessoa deve formar um grupo solidário de no mínimo quatro empreendedores. Esse grupo recebe o financiamento que deve ser dividido entre seus membros, com acompanhamento por um agente de microfinanças “in loco” do desenvolvimento individual e o do negócio de cada um que recebe o crédito”, explica o gerente.

Sobre o Programa

Com atuação nas zonas urbana e rural, o Amazônia Florescer fortalece o papel fundamental do Banco da Amazônia como principal agente de desenvolvimento da Região. Os empreendedores do meio urbano que trabalham por conta própria e queiram desenvolver seus negócios, mas têm dificuldades de acessar a empréstimos por falta de garantias reais, podem acessar os créditos do Amazônia Florescer a partir da composição de grupo solidários, que podem ser formados a partir da reunião voluntária de 3 a 10 empreendedores, que devem se conhecem, terem mútua confiança e cooperarem entre si. “O objetivo é a obtenção do crédito e o crescimento do grupo. Nesse processo, todos os membros se responsabilizam pelo financiamento, daí porque o grupo é solidário”, explica o superintendente.

Para participar do Amazônia Florescer, o empreendedor precisa residir ou trabalhar no bairro e ter uma atividade há pelo menos um ano, idade mínima de 18 anos, além de apresentar cópias do CPF, RG e comprovante de residência. No programa é possível obter capital de giro para compra de insumos, matéria-prima e mercadorias, sendo que as operações podem ser de R$ 300 a R$ 1 mil na primeira operação. E, nas operações subsequentes, pode haver incrementos progressivos de até R$15 mil. O prazo para pagamento nesse tipo de financiamento é de até 12 meses, com taxa de juros de 2,4% ao mês e, quanto à garantia, é exigido o aval solidário.

O empreendedor pode, ainda, obter capital de giro individual também para compra de insumos, matéria-prima e mercadorias, sendo que, neste caso, o valor da operação inicial pode chegar até R$ 1 mil e as operações subsequentes até R$ 15 mil. O prazo de pagamento é de até 12 meses e taxa de juros de 2,4% ao mês. Aqui é exigido como garantia um ou mais avalistas com renda comprovada de no mínimo duas vezes o valor da prestação. No caso de pessoa jurídica, o aval pode ser dado pelos sócios e um avalista adicional.

Além do capital de giro, os empreendedores podem financiar, por meio de Investimento Fixo, ferramentas, máquinas e equipamentos, além de realizar pequenas reformas e ampliações das instalações do negócio. Na primeira operação é possível ter financiamento de R$ 300 a R$ 1 mil, com incrementos progressivos de até R$ 15 mil nas operações subsequentes. O prazo para quitar este tipo de financiamento é de até 24 meses, com taxas de juros de 2,4% ao mês. Para pessoas físicas, a garantia é o aval solidário ou avalistas com renda comprovada de no mínimo duas vezes o valor da prestação. Pessoas jurídicas podem apresentar como avalistas sócios e um avalista adicional.

Amazônia Florescer Rural

Quanto ao Amazônia Florescer Rural, este atende agricultores familiares, especialmente o publico de mais baixa renda do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e os agricultores familiares do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado Rural (MPO Rural), Pronaf B. Podem acessar os financiamentos do programa agricultores devidamente qualificados pela Declaração de Aptidão ao Pronaf, que sejam proprietários, posseiros, arrendatários ou parceiros na posse de terras; residam na propriedade ou em local próximo; disponham de área de até 4 módulos fiscais; e obtenham, no mínimo, 50% da renda familiar da exploração agropecuária ou não-agropecuária do estabelecimento. É preciso, ainda, que tenham o trabalho familiar como predominante na exploração da atividade e tenham renda bruta anual familiar de até R$ 20 mil.

Para participar, o empreendedor rural precisa apresentar Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Se apto, ele pode financiar atividades de produção agropecuária, artesanato, comércio e serviço no meio rural no valor de até R$ 5 mil por operação, com juros de 0,5% ao ano. Caso pague em dia as parcelas, o empreendedor pode ganhar um bônus de adimplência de 25% em cada parcela da dívida (principal e juros). O prazo de pagamento é limitado a 24 meses, com carência de até 12 meses.

Expansão tecnológica

Segundo o gerente Misael Moreno, o Banco planeja expandir o programa, trabalhando por meio de ferramenta digital. “Vamos colocar o Amazônia Florescer em um aplicativo – MPO Digital. Está em fase de desenvolvimento”, revelou.

De acordo com o diretor de Infraestrutura do Negócio do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, o aplicativo vai melhorar o acesso ao financiamento de atividades empreendedoras populares urbanas da Região Amazônica, com metodologia diferenciada, possibilitando-lhes o fortalecimento de suas unidades produtivas com geração de emprego e renda.

Até o momento, ao todo, mais de 264 mil micro empreendedores populares já foram atendidos pelo programa em 10 anos. Entre as principais atividades financiadas pelo programa destacam-se o comércio com 80% da carteira, em seguida, serviço e produção com 20%.

Com o Amazônia Florescer, a instituição cumpre mais uma vez seu papel de agente de desenvolvimento regional e executor da política do Governo Federal ao crédito para o desenvolvimento econômico social.