Mostra revive Belle Époque em Belém

Entra em cartaz nesta terça-feira, 1º, e segue até o dia 2 de maio, no Espaço Cultural Banco da Amazônia, a mostra “Registro Visual da Belle Époque em Belém”. A exposição foi elaborada com o intuito de atrair a atenção da população belenense para a riqueza visual do espaço em que habita, e evidenciando traços do passado em símbolos do seu dia-a-dia

O projeto de registro visual da Belle Époque em Belém visa agregar ainda mais valor aos organismos arquitetônicos que modelaram a cidade, permitindo perceber as bases culturais de Belém, seu crescimento, e como estes símbolos arquitetônicos estão sendo engolidos pela própria cidade, pelas pessoas e pelo tempo. 

No início do século XX, Belém absorveu o modelo de urbanismo moderno da Europa, sobretudo da França, através de construções de boulevards, praças, bosques, calçamento de ruas e mercados, e de política sanitarista. Com a arquitetura baseada na Art Noveau, Belém passou a ser a cidade brasileira mais europeia. A europeização não era visualizada apenas na arquitetura, mas no modo de vestir da população e nas manifestações culturais. A população procurava estar conectada com os costumes franceses, sendo por meio de viagens ou importação de produtos. A partir desse contexto histórico e da importância arquitetônica para a cidade, partiu o interesse na realização da mostra.

A exposição é o resultado da seleção e registro fotográfico de 30 imponentes casarões que tiveram grande relevância na história de Belém, com a retratação dos detalhes de cada um deles, a pesquisa e o estudo dos elementos e dos detalhes que os compõem, organizando e classificando os elementos entre formas e gráficos, realização da vetorização de formas estruturais para uso em software 3D, modelagem digital dos elementos arquitetônicos, escultura digital dos detalhes e elementos orgânicos, impressão digital dos casarões em três diferentes formas de visualização, com vista frontal, vista lateral e perspectiva, descrição histórica dos casarões e edição de obra literária e website do projeto.

A coordenação da exposição fica por conta do artista plástico Mauro Roberto Lima Júnior, Designer Gráfico formado pela UNESP, Técnico em Computação Gráfica e Artista Visual pelo Instituto Europeu de Design.