22/05/2017 - Banco da Amazônia realiza Rota do FNO em Paragominas-PA

Instituição oferece crédito para custeio, capital de giro, máquinas e equipamentos com recursos do FNO

O Banco da Amazônia realizou no dia 19 de maio, em Paragominas, a Rota do FNO, cuja meta é dinamizar a concessão do crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), fonte de recursos do Governo Federal para empreendedores de diversos portes da Região Norte, distribuída de acordo com diretrizes do Ministério da Integração Nacional.

Quem participou do evento terá acesso às soluções de financiamento disponíveis para a cidade de Paragominas e municípios ao redor. A Rota do FNO ocorreu às 16h, no Auditório Central da Agroshow.

De acordo com o diretor Comercial e de Distribuição, Luiz Cláudio Sampaio, a Rota do FNO vai percorrer 25 municípios polos de toda a Região Norte, abrangendo os Estados do Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Amazonas, Roraima e Acre. “Vamos apresentar as linhas de financiamentos disponíveis para fomentar os negócios do empreendedor individual, agricultor familiar, produtor rural, micro e pequena empresa, bem como, a média e grande empresa, e com destaque para as contratações destinadas a: custeio agrícola e pecuário, capital de giro e aquisição de máquinas e equipamentos, utilizando a metodologia de crédito amparado em limite de crédito”, explicou.

Para atender todas as propostas, o Banco da Amazônia dispõe de R$ 4,6 bilhões de recursos do FNO para o ano de 2017 e quem participar da Rota do FNO irá conhecer o diferencial da Instituição que são suas linhas de crédito, tanto comercial e de fomento. Terá a oportunidade de conhecer também sobre as condições de acesso ao FNO, linhas de crédito com prazos, limites e encargos financeiros diferenciados. Além disso, conhecerá sobre os benefícios da Lei 13.340 que informa sobre soluções para liquidar ou renegociar suas dívidas, com descontos de até 85%.

De acordo com o presidente do Banco, Marivaldo Melo, a Rota do FNO vai priorizar projetos que estão de acordo com os programas de desenvolvimento para o estado. “No Pará, temos o programa do governo do Estado, Pará 2030, onde há as cadeias produtivas que poderão receber esse recurso. No nosso Plano de Aplicação para 2017, que já foi aprovado pelas organizações da sociedade, temos a verticalização do cacau, estruturar as cadeias produtivas, por exemplo, da pecuária, grãos, turismo. São prioridades para aplicação dos R$ 2 bilhões do FNO para fazer a economia voltar a crescer e gerar emprego e renda para a população”, explicou.

“O Banco está otimista que a economia volte a crescer. Por isso divulga suas linhas de crédito para receber todos os projetos com atenção e dando celeridade na análise. Queremos firmar esse compromisso com os empreendedores da Amazônia para financiar projetos aderentes com o mercado. Vamos continuar com muita firmeza, cumprindo sua missão que é desenvolver a região de forma sustentável”, declarou o presidente.

De acordo com o diretor Comercial e de Distribuição, Luiz Cláudio Sampaio, a Instituição promoverá uma força tarefa para analisar as propostas recebidas durante a Rota do FNO, cujo encerramento ocorrerá no final do mês de junho. “Nosso intuito é mostrar as linhas de crédito disponíveis para empresários, produtores rurais e diversos outros segmentos para fomentar propostas voltadas para custeio, capital de giro, máquinas e equipamentos”, informou Sampaio.

Recursos

O Banco da Amazônia assinou protocolo de intenções com o Governo do Pará para aplicação de mais de R$ 2 bilhões para impulsionar negócios sustentáveis no estado. Os recursos que deverão ser aplicados no Pará em 2017 são oriundos do fomento e da carteira comercial e serão R$ 1,426 bilhão do FNO e R$ 629,86 milhões, do crédito comercial.

Em 2016, a Instituição liberou R$ 800 milhões em recursos para o Pará. Esse recurso chegou a 134 municípios paraenses. “Destes, 94% foram através de créditos e, o melhor, de 10 mil operações contratadas no ano passado, 3.700 foram disponibilizadas para municípios de baixa renda”, informou o presidente do Banco da Amazônia.

Para a Amazônia Legal, em 2017, o Banco vai disponibilizar o valor de R$ 7,9 bilhões de recursos. Desse total, R$ 4,6 bilhões são originários do FNO. Os demais são do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Orçamento Geral da União (OGU). O restante, R$ 2,9 bilhões, pertence à carteira de crédito comercial da Instituição.

Nos últimos cinco anos, a instituição aplicou o equivalente a R$ 23,5 bilhões na Amazônia Legal, considerando todas as fontes de recursos da Instituição. Esses investimentos incentivam projetos de créditos de vários setores e tamanhos, desde a agricultura familiar a grandes iniciativas de infraestrutura regional.

Sobre o FNO

O Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) é um fundo de crédito criado pela Constituição Federal de 1988. É a principal fonte de recursos financeiros estáveis para o crédito de fomento da Região Norte e um dos principais instrumentos econômico-financeiros de execução da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), elaborada pelo Ministério da Integração Nacional.

As empresas e os produtores rurais que desejarem iniciar, ampliar ou modernizar atividades produtivas, na Região, podem contar com o apoio do FNO para financiar seus empreendimentos com prazo de pagamento diferenciado e baixas taxas de juros.

Segundo dados do Banco Central, o Banco da Amazônia responde por 64% do crédito de fomento no Norte do país. Em 2016, somente com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), a instituição disponibilizou para a Região Norte R$ 3,38 bilhões, contratando R$ 2,33 bilhões (69%), sendo R$ 692 milhões para Rondônia, R$ 642,9 milhões ao Pará, R$ 563,5 milhões ao Tocantins, R$ 170,8 milhões para o Acre, R$ 162,4 milhões ao Amazonas, R$ 70,6 milhões para Roraima e R$ 31,6 milhões para o Amapá.

Renegociação de dívidas

Durante o evento, haverá também a divulgação da oportunidade de renegociação de dívidas, por meio da Lei 13.340, que oferece descontos de até 85%, carência até 2020, juros de 0,5% a 3,5% e bônus de adimplência. “Só em Paragominas, são mais de 865 operações passíveis de renegociação ou liquidação. Nós estamos pedindo que os produtores rurais, principalmente agricultores familiares, venham acessar o benefício, pois a lei permite o alongamento da dívida, incluindo carência até 2020, facilitando o pagamento dos financiamentos”, ressaltou o presidente Marivaldo Melo.Os bônus aplicados aos contratos, em caso de repactuação, variam de 5% a 85%, porém dependem dos valores contratados e obedecem a uma escala que vai de R$ 15 mil a R$ 500 mil.